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Minha cor involuntária
sábado, 29 de maio de 2010 @ 15:37
Quando eu tinha oito anos, tive que apresentar um trabalho na escola que tinhamos que bolar um teatro com uma situação inusitada. A classe se dividiu em grupos. O grupo das meninas fez um acampamento, onde esqueciam coisas fundamentais para o camping. O grupo dos meninos fez um jogo de futebol, que aconteciam coisas inesperadas, e o meu grupo, composto por meninas e meninos mistos, viajou longe e decidiu fazer a vida dos extraterrestres como bichos de estimação na terra. Na época estava na moda ter um boneco do ET daquele que tinha a ponta do dedo fluorescente, e todo mundo do grupo tinha um, por isso montamos a peça em cima da história deles e construimos um roteiro legal mas cheio de maluquices. Tudo ia bem, mas em um dos atos finais, um amigo e eu brigamos porque ele me empurrou e eu cai estragando parte do cenário. Ficamos discutindo que nem dois loucos como se não houvesse ninguém nos vendo, falando tudo que não nos agradava, contando segredos um do outro e lavando muita roupa suja. Coisa de criança. Quando olhamos para a platéia, estava lá, todo o resto da classe nos olhando boquiabertos por conta da sequencia de revelações infantis. Então veio aquele conhecido alerta vermelho, que denuncia para todo mundo que você está sentindo vergonha: Meu rosto ficou púrpura, minha mão ficou fervendo e parecia que cola-quente tinha sido derramada com vontade por cima da minha cabeça. Pior que esse trabalho escolar desastroso, que não foi meu primeiro episódio vergonhoso mas um dos primeiros, a vergonha insistiu em aparecer em toda a situação que lhe permitiu a presença nos anos seguintes. Já experimentou em sair de garota propaganda de perfume na televisão regional? Já ouviu cantarem parabéns para você, e no "Com Quem Será", revelarem o nome de quem você gostava? Já teve que vestir aquele vestido horrível porque sua mãe achou ele lindo? Já teve que falar algo importante com quem você gosta muito? Já deixou uma janela de conversa no MSN aberta falando sobre uma pessoa, e ela chegou na sua casa e abriu sem querer lendo tudo o que dizia a respeito dela? Se alguém não sente vergonha pelo menos uma vez por semana, esse alguém é realmente privilegiado. Acontece que a vergonha podia ser particular. Podia vir, e ir embora sem ninguém perceber, como deve acontecer com alguns mais afortunados. O problema é com outros, que assim como eu, coram dos fios de cabelo até o dedo do pé, dando liberdade para quem está na sua frente os denunciar, e perceber que sim, que você está morrendo de vergonha. Nisso, há pessoas que dizem quee "vergonha quem deve ter é quem rouba e mata!", e concordo plenamente. Mas então como evitar a vergonha "desnecessária"? Ela insiste em aparecer, e a vontade de cavar um buraco na terra e permanecer lá até o motivo do constrangimento ir embora é enorme. Mas feliz ou infelizmente, há um piso por baixo de nossos pés. Marcadores: blorkutando., vergonha
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5 comente aqui A tartaruga
quinta-feira, 27 de maio de 2010 @ 19:23
Se eu quisesse, eu teria um monte de coisas pra escrever. Eu poderia falar que eu estou com frio, e relacionar isso ao fato de que tem um moleton trás de mim e eu poderia usá-lo para me agasalhar. Poderia até puxar o gancho e falar das estações do ano, e ir muito além disso. Eu poderia falar do canário que teve um AVC, da tartaruga que sumiu do meu quintal, poderia falar das provas que eu tive na semana e poderia falar do carro que desce a rua e deixa o som da música inaudível por tortuosos cinco segundos. Eu posso falar do que eu quiser. Mas as minha vontade é de falar de uma coisa só, e sabe quando essa mesma coisa não sai do plano do pensamento? Porque mesmo se saisse, em palavras ficaria ridículo. E o resultado disso é um olhar perdido, movimentos lentos, um estado de semi-vegetação, um grande nada. E isso tudo também é muito ridículo. Eu odeio me sentir triste. E é esse o motivo de tanta idiotice. Dá até vontade de ser a tartaruga que fugiu do quintal. Marcadores: filosofias de quintal, pessoal, sad - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - More than you could ever know
quarta-feira, 19 de maio de 2010 @ 15:59
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quinta-feira, 6 de maio de 2010 @ 11:24
![]() Era um belo dia de primavera quando Carolina fora fazer um piquenique. Chegando ao jardim de sua casa, a menina pegou a toalha de mesa e a cesta de comida e se preparou para estendê-las ao chão, mas ele estava tomado por formigas. Então ela pensou em subir na árvore e realizar seu piquenique lá, mas ficou com receio de desequilibrar e cair. Impossibilitada de decidir entre um e outro, ela saiu e decidiu ir para outro lugar. E esta era uma terceira opção, que só aparecera pela decisão pela exclusão das outras duas. Quando estamos diante de possibilidades, ficamos aflitos, e temos que descartar algum caminho para optar por outro. Cortar o fio vermelho ou o azul? Direita ou esquerda? Sim, não ou talvez? Sabemos (ou não) as consequências de cada alternativa. Por isso, na maioria das vezes tentamos colocar as opções em uma balança, e pesar os fatos até termos certeza do que queremos. Porém muitas vezes acabamos por escolher a opção errada, e por este motivo que as decisões se tornam tão difíceis. Todos nós temos guardado dentro de nossas cabeças, um ponto de interrogação invisível. Em uma situação de escolha, ele aparece e e permanece até resolvermos o que vamos fazer. Seu nome é dúvida, e embora ela seja complicada de lidar, ela é necessária. Porque o que ninguém pensa, é como tudo seria se não houvesse a possibilidade de escolha. Teriamos sempre que nos direcionar para a primeira e única alternativa, seriamos todos impulsivos e isso acarretaria numa chance muito maior de optar pelo caminho errado, e então o problema seria muito maior. É difícil para Carolina optar entre comer entre formigas ou talvez cair da árvore. Por isso mesmo ela ampliou as possibilidades, indo para outro lugar. Mas nem sempre temos tantas alternativas. Então pensar bem e escolher com sabedoria é o que vale. Marcadores: choice, escolhas, filosofias de quintal - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Heróis da mídia
@ 09:49
![]() Quando crianças, nossa primeira noção de herói são aqueles homens e mulheres de capa, que se disfarçam como trabalhadores reais e voam por aí salvando o mundo do perigo e da destruição. Então quando crescemos, esses heróis ficam apara trás, deixando uma lacuna para outros da vida real, que não sabem voar e não têm superpoderes. O que acontece, porém, é que os heróis foram rebaixados. Vemos por aí "heróis" que não fizeram absolutamente nada para receberem esse título que lhes foi dado. Não lutam por nenhuma causa honrosa nem apresentam idéias revolucionárias ou relevantes. Na maioria das vezes eles são exaltados pela mídia, e se resumem ao mocinho da novela, o ganhador do Reality Show, o homem que comeu mais tortas ou o senhor da televisão, que tem milhões de reais nos bancos e distribui aviões de cinquenta reais para a sua platéia (livrando-se, assim, de pagar impostos). Verdadeiros merecedores de um título hoje tão banalizado não saem nos telejornais, mas estão aí por toda parte. Como o homem que recolhe o lixo, e recebe um salário medíocre por isso, e muitas outras pessoas que são fundamentais, mas não são valorizadas do jeito que merecem ser. Eles também não usam capas, e não prometem salvar o mundo de todo mal que nos aflige, mas fazem uma diferença enorme, ao contrário dos "heróis" atuais, que em uma história comum não chegariam a vilões, mas seriam meros coadjuvantes. Marcadores: filosofias de quintal, heróis, mídia - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - Alice In Wonderland: Minha opinião tosca.
domingo, 2 de maio de 2010 @ 12:10
Eu sei que aqui não é um blog de crítica de cinema, eu não sou crítica de cinema e não tenho nada a ver com cinema. Mas vou dar a minha ignorante opinião, em ítens desordenados, mas ok. Contém spoilers. 1 - A mistura É realmente a mistura do Alice no país das Maravilhas com Alice através do Espelho, e mais umas coisas novas. Como se fosse um "Alice 3". Não achei ruim, mas algumas coisas novas me assustaram, como no fim que Alice vai embora de "Wonderland" e vira uma garota de negócios. Não sei qual foi o motivo desse final tão diferente, eu não entendi. ![]() 2 - Alice e o Chapeleiro O Chapeleiro realmente aparece mais no filme do que apareceu nos livros ou no filme de desenho da Disney de 1951. Parte dessa ênfase toda a ele acho que se deve ao fato de que o Tim Burton deve ter pensado "É o Depp, ele vai aparecer no filme todo, vamos fazer várias cenas do Chapeleiro e pronto". Então eu notei uma leve insinuação amorosa o filme inteiro, com relação a Alice e o Chapeleiro. Do jeito que estava, eu quase pensei que no fim eles iam dar as mãos e o filme ia acabar. Achei realmente que fosse acontecer algo, mas quem assistia o filme comigo me chamou de louca por isso. Então acho que essa é uma opinião exclusiva (e lunática?) minha, causada pelo zêlo e carinho constantes da parte do Chapeleiro com a Alice, então whatever. ![]() 2 - Os personagens A Mia Wasikowska (que antes desse filme era uma atriz que eu não conhecia) conseguiu fazer a parte fofa e também a parte forte da Alice na medida certa. Não gostei da atuação da Anne Hathaway (e olha que eu adoro a Anne), que ficava mexendo os dedos o tempo inteiro e com os braços levantados irritantemente. Me disseram que em uma entrevista ela falou que quis passar "Graciosidade" a personagem. Me pareceu mais que ela quis passar uma sensação de alergia ao tecido do vestido. Adorei a Helena Bonham Carter como Rainha Vermelha, e 70% dos momentos que eu ri deve-se a ela. E o Johnny Depp como Chapeleiro Maluco, eu gostei mas não vi nada que inovasse, é o famoso "mais do mesmo". Os gêmeos Tweedle-Dee e Tweedle-Dum (Matt Lucas) são realmente bons, com falas pertinentes e engraçadas. E o Cheshire Cat é realmente divertido e apresenta um serviço de computação gráfica que me surpreendeu. ![]() 3 - Infantilidade É um filme para crianças? Eu tenho essa duvida. Mas de certa forma eu esperava algo mais psicodélico, mais louco e mais sombrio. Por ser Tim Burton, entende? Achei muito Branca-de-Neve algumas partes da Rainha Branca com os animais (por mais que a personagem fosse uma personagem amável que tivesse esse lado carinhoso com eles) e alguns diálogos de um ratinho que o nome agora eu não me lembro, achei desnecessários. ![]() Resumindo, eu gostei. Só lamento porque achava que o roteiro poderia levar a um fim melhor. Marcadores: filme - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - There's nothing there
@ 10:35
![]() Well i'll just read a book instead I don't care if we're just friends Well I can hang out with myself I'm old enough now to pretend Well i'll just read a book instead I know that you think she's best Well I don't even think she cares I dont know what you see There's nothing there There's nothing there... - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - |
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